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Foto de pai e filha afogados na fronteira dos EUA simboliza drama de migrantes

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Corpos de pai e filha de apenas 1 ano e 11 meses são encontrados após tentativa de atravessar rio que separa o México dos Estados Unidos. Família havia deixado El Salvador em abril para pedir refúgio em solo americano.

A imagem dos corpos de um homem e sua filha de menos de dois anos de idade afogados em uma margem do Rio Grande, na fronteira entre o México e os Estados Unidos, gerou comoção internacional e chamou atenção para os perigos enfrentados por migrantes que fogem da pobreza e da violência em seus países em busca de refúgio em solo americano.

O registro da repórter Julia Le Duc, publicado pelo jornal mexicano La Jornada nesta terça-feira (25/06), mostra a menina com a cabeça dentro da camiseta do pai e com o braço em torno de seu pescoço, sugerindo que ela se agarrava ao homem nos momentos finais de sua vida.

Segundo Le Duc, o migrante salvadorenho Óscar Alberto Martinez Ramirez, de 25 anos, tentou a travessia do rio, que demarca uma grande parte da fronteira, e sua filha Valeria, de 1 ano e 11 meses, no domingo, aparentemente desesperado por não conseguir pedir refúgio para a família.

Eles haviam chegado no mesmo dia à cidade mexicana fronteiriça de Matamoros. Como o escritório de fronteira não abre aos domingos, a família decidiu caminhar ao longo do rio e tentar a travessia pela água. A frustração com o fato de não conseguiram requerer refúgio teria motivado a arriscada travessia.

O pai colocou a filha na margem americana e tentou retornar ao outro lado para buscar a esposa, Tania Valessa Ávalos. Mas, ao vê-lo se afastar, a menina se atirou na água. Óscar conseguiu chegar até Valeria, mas ambos foram arrastados pela forte correnteza do rio.

Os corpos foram encontrados próximos a Matamoros, no México, na margem oposta a Brownsville, no Texas, após 12 horas de buscas, a centenas de metros do local onde a família tentou fazer a travessia.

O relato da jornalista se baseia em informações fornecidas por Tania à polícia. Os detalhes do incidente foram confirmados nesta terça-feira por uma autoridade do governo local que não quis se identificar e pela mãe de Óscar, Rosa Ramirez, em El Salvador, que conversou com a nora pelo telefone.

Ramirez contou que o filho e a família dele deixaram El Salvador no dia 3 de abril e passaram dois meses em um abrigo em Tapachula, próximo à fronteira da Guatemala com o México, onde, segundo Tania, receberam um visto humanitário. Após o incidente, ela foi levada para um abrigo de migrantes. Os corpos de seu marido e sua filha deverão ser transportados para El Salvador na quinta-feira.

Wendy Ramirez, irmã de Óscar, disse ao jornal salvadorenho El Diario de Hoy que seu irmão estava assustado com a situação dos migrantes devido à pressão do presidente dos EUA, Donald Trump, e por isso, decidiu atravessar o rio.

Dias antes Trump havia anunciado um pano de deportações em massa, que ele ele adiou por duas semana enquanto negocia com democratas sobre o futuro de políticas migratórias. Desde que foi eleito, o presidente americano tem como foco impedir que migrantes cruzem a fronteira e aumentar as deportações.

A travessia da fronteira pelo deserto de Sonora ou através do Rio Grande – Rio Bravo para os mexicanos –, na fronteira que se estende por mais de 3,2 mil quilômetros, já fez muitas vitimas. No ano passado, foram registradas 283 mortes de migrantes. O total deste ano ainda não foi divulgado.

Nas últimas semanas, várias mortes ocorreram. No domingo, dois bebês, uma criança pequena e uma mulher foram encontrados mortos, exaustos pelo calor. Em abril, três crianças e um adulto de Honduras morreram após uma embarcação naufragar no Rio Grande. No início deste mês, uma criança pequena da Índia foi encontrada morta no Arizona.

A imagem de Óscar e Valeria traz lembranças da fotografia de 2015 do menino sírio Aylan Kurdi, de 3 anos de idade, encontrado morto em uma praia da Turquia após um naufrágio de um barco de migrantes que tentava chegar até a Grécia.

A foto gerou uma onda de consternação em todo o mundo e contribuiu para sensibilizar um número maior de pessoas sobre o drama dos refugiados de países como Síria, Afeganistão, Iraque e outros, que tentavam chegar à Europa.

“Lamentável que isso possa acontecer”, disse o presidente do México, Andrés Manuel López Obrador. “Sempre denunciamos que, quando há mais rejeições nos Estados Unidos, há mais pessoas que perdem suas vidas no deserto ou na travessia”, afirmou.

Obrador, que assumiu a presidência em dezembro passado prometendo defender o direito dos migrantes, foi criticado na semana passada após imagens de soldados fortemente armados da Guarda Nacional prendendo duas mulheres e uma menina, próximo ao Rio Grande.

O presidente disse que os 15 mil soldados enviados por seu governo para a fronteira não têm ordens de impedir a travessia dos migrantes, e prometeu investigar as detenções. As leis internacionais preveem o direito de migrantes sem documentos atravessarem fronteiras para pedir refúgio.

Obrador, porém, está sob forte pressão de Trump para agir contra a imigração ilegal. Seu governo precisa demonstrar resultados para evitar a ameaça americana de aumentar as tarifas de importação sobre bens mexicanos.

Os dois países chegaram a um acordo no dia 7 de junho, com o México se comprometendo a reforçar a segurança na fronteira. Washington deu 45 dias de prazo para o governo mexicano agir de forma concreta.

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Após polêmica, time de MT desiste de contratar goleiro Bruno

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O Clube Esportivo Operário Várzea-grandense desistiu da contratação do goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza. A decisão do clube aconteceu na tarde desta quarta-feira (22). A contratação de Bruno para o time várzea-grandense tem gerado polêmica desde o ano passado, quando a proposta foi realizada pelo time

No início desta semana, Bruno obteve a liberação da Justiça de Minas Gerais para se mudar para Mato Grosso e trabalhar no Clube Operário, time com sede em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá.

A decisão foi proferida pelo juiz Tarciso Moreira de Souza, da Vara de Execução em Meio Aberto e Medidas Alternativas da Comarca de Varginha (MG).

Faixas, cartazes e instrumentos foram usados durante a manifestação — Foto: TVCA/ReproduçãoFaixas, cartazes e instrumentos foram usados durante a manifestação — Foto: TVCA/Reprodução

Faixas, cartazes e instrumentos foram usados durante a manifestação — Foto: TVCA/Reprodução

Na noite dessa terça-feira (21), enquanto o time se preparava para entrar em campo pelo campeonato mato-grossense, um grupo de mulheres com faixas, cartazes e gritos de guerra protestaram contra a contratação.

Entidades como o Conselho Estadual dos Direitos da Mulher de Mato Grosso (CEDM/MT) também se manifestou contra e divulgou nota de repúdio.

Já na manhã desta quarta-feira o clube afirmou, em nota, que estava revendo o possível contrato. Já pela tarde, após reuniões da diretoria, foi anunciado a suspensão da contratação.

“Viemos comunicar que o Clube Esportivo Operário Várzea-grandense não contratará o atleta Bruno Fernandes das Dores de Souza”, disse o comunicado oficial.

Eliza Samudio e o goleiro Bruno Fernandes — Foto: Reprodução / Arquivo Pessoal / TV GloboEliza Samudio e o goleiro Bruno Fernandes — Foto: Reprodução / Arquivo Pessoal / TV Globo

Eliza Samudio e o goleiro Bruno Fernandes — Foto: Reprodução / Arquivo Pessoal / TV Globo

Crimes

O goleiro foi condenado pelo homicídio triplamente qualificado de Eliza Samudio e pelo sequestro e cárcere privado do filho Bruninho. Ele também havia sido condenado por ocultação de cadáver, mas esta pena foi extinta, porque a Justiça entendeu que o crime prescreveu. As penas somadas chegaram a 20 anos e 9 meses de prisão.

Em 2017, o goleiro chegou a ser solto por uma liminar do Superior Tribunal Federal (STF) e voltou a jogar futebol, atuando no Módulo 2 do Campeonato Mineiro pelo Boa Esporte, mas depois teve a medida revogada e um pedido de habeas corpus negado. Em 27 de abril de 2017, Bruno se apresentou à polícia em Varginha, onde foi preso e levado para o presídio da cidade.

Em junho de 2018, ele passou a trabalhar na Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (Apac) da cidade, após decisão da 1ª Vara Criminal e de Execuções Penais. Desde então, cumpria pena e trabalhava na unidade, mas teve o direito cassado quando a denúncia veio a público e voltou a ficar somente no presídio.

Bruno cumpriu seis anos e seis meses de prisão em regime fechado. Já em 2017 passou para o regime semiaberto.

Por Kessillen Lopes e Flávia Borges, G1 MT

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Estresse pode deixar os cabelos brancos, diz estudo de Harvard

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Ficar estressado pode deixar os cabelos brancos. A conclusão é de uma pesquisa de cientistas da Universidade de Harvard em parceria com a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP), publicado nesta quarta-feira (22) na revista científica “Nature”.

Por dois dias, ratos foram expostos em laboratórios a estresse intenso causado por dor aguda. “Cerca de quatro semanas depois, apareceram pelos brancos nos ratos”, explica o pesquisador do Centro de Pesquisa em Doenças Inflamatórias da FMRP-USP, Thiago Mattar Cunha.

Isso acontece porque, segundo a descoberta dos cientistas, há ligação entre o sistema nervoso e as células-tronco do bulbo capilar, responsáveis pelo pigmento do cabelo.

“Quando estamos sob estresse, é acionado o nosso sistema sintático, conhecido como ‘sistema de luta e fuga’, responsável por gerar ações como aumentar o fluxo sanguíneo nos músculos ou aumentar os batimentos cardíacos quando estamos estressados”, explica Cunha.

“A base do bulbo capilar tem células-tronco que produzem as células responsáveis pelo pigmento do cabelo. Quando o sistema de luta e fuga é acionado pelo estresse, ele libera noradrenalina, que afeta as células-tronco, que param de produzir as células responsáveis pelo pigmento.”

Apesar dos ratos do experimento terem sofrido estresse agudo, que pode ser comparado com casos de estresse pós-traumático, Cunha explica casos de estresse mais moderados também podem causar cabelo branco. “Independente do tipo e intensidade do estresse, ele poderá causar cabelo branco, só que em menor quantidade.”

Conhecimento popular

Histórias populares que relacionam estresse com o surgimento de cabelo branco ajudou a orientar a hipótese da pesquisa, de acordo com um dos autores do estudo, o professor de células-tronco e Biologia Regenerativa em Harvard, Ya-Chieh Hsu.

“Todo mundo tem uma história para compartilhar sobre como o estresse afeta seu corpo, principalmente a pele e o cabelo, que são os únicos tecidos que podemos ver do lado de fora”, disse Hsu em uma nota de divulgação.

“Queríamos entender se essa conexão é verdadeira e, em caso afirmativo, como o estresse leva a alterações em diversos tecidos. A pigmentação capilar é um sistema tão acessível para começarmos [a pesquisar sobre]. Além disso, estávamos genuinamente curiosos para ver se o estresse realmente leva ao envelhecimento dos cabelos.”, explicou Hsu.

No paper publicado nesta quarta, há as anedotas da rainha francesa Maria Antonieta, que teria ficado de cabelos brancos durante a noite em que foi capturada na Revolução Francesa e mandada à guilhotina, e a história de John McCain, ex-candidato à presidência dos EUA, que teria ficado grisalho depois de ser prisioneiro de guerra durante a Guerra do Vietnã.

Estresse e doenças

O pesquisador brasileiro conta que não estudava o efeito do estresse no corpo quando fez a descoberta dos cabelos brancos. “Sou membro de um grupo de pesquisa que trabalha com a dor. Começamos a observar que os ratos apareciam com pelos brancos depois de serem expostos à dor. Não sabíamos o porquê isso acontecia.”

Em 2018, Cunha passou um ano como professor visitante na Escola de Medicina de Harvard. “Lá, eu descobri que os pesquisadores tinham os mesmos resultados que os nossos. Decidimos fazer novos experimentos nos laboratórios de Harvard para entender o porquê desses pelos brancos nos ratos.”

Os resultados obtidos são importantes porque avançam na busca da Ciência em entender como o estresse afeta o funcionamento dos tecidos, órgãos e células importantes do corpo.

“Será que o estresse pode afetar a produção de células troncos na medula óssea? Será que pode afetar a imunidade? Como o estresse afeta o sistema gastro-intestinal? São coisas que precisamos estudar”, afirma Cunha.

O modelo desenvolvido na pesquisa, segundo Cunha, “será importante para se estudar a relação do estresse com doenças”.

O professor de Imunologia em Harvard, Isaac Chiu, um dos autores, explicou em nota que pouco se sabe sobre como o sistema nervoso regula as células-tronco, mas, “com este estudo, agora sabemos que os neurônios podem controlar as células-tronco e suas funções.”

“Entender como nossos tecidos mudam sob estresse é o primeiro passo crítico para um eventual tratamento para interromper ou reverter o impacto prejudicial do estresse. Ainda temos muito a aprender nessa área”, afirmou Chiu em nota.

Ainda durante o estudo, Cunha afirma que, ao raspar os pelos dos ratos, também foi observado manchas brancas na pele dos animais, indicando para uma relação entre o estresse e a pigmentação da pele.

Informação G1

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BEBÉ SEQUESTRADO NO ARNALDÃO FOI ENCONTRADO

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O bebe Abraão araujo, de apenas 2 meses de idade, filho de Silvia Letícia, que foi achada morta e com sinais de violência dentro da casa onde morava, no residencial Arnaldao, foi encontrado e devolvido a família, na tarde desta segunda-feira (6). Conforme o delegado Bernardo Pacheco, que investiga o caso, os suspeitos de cometerem o crime são procurados pela polícia.

Segundo informações do delegado, o ex-companheiro da vítima, um presidiário é suspeito de ser o mandante do crime. Bernardo Pacheco informou que não pode divulgar detalhes sobre o resgate do bebê para não atrapalhar as investigações.

A nossa reportagem conversou a poucos instantes com o tio do bebê, Carlos nos informou que o pequeno Abraão está bem e não apresentava ter sofrido  nenhum tipo de violência.

O caso corre em segredo de justiça, e segundo informações que nos foram passadas a polícia avançou muito nas investigações.

Informação: EunaNews

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