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Audiência pública na Câmara busca soluções para crise da UNEB em Eunápolis

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A Câmara de Vereadores de Eunápolis vai realizar uma audiência pública, nesta quarta-feira, dia 15 de maio, às 8:30h, para discutir  problemas relativos à crise financeira das Universidade do Estado da Bahia bem como a inserção do Campus XVIII na comunidade regional e a construção da sede própria do Departamento de Ciências Humanas e Tecnologias.

A audiência foi convocada pelo presidente da Casa, Jorge Maécio (PP), atendendo ao pedido de docentes e discentes da instituição.

O tema da audiência é “O Papel da UNEB em Eunápolis e na Costa do Descobrimento”. Ao final, será elaborada uma Carta de Intenções, resultado dos debates, para ser entregue ao governador do Estado, Rui Costa (PT), e ao presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, deputado Nelson Leal (PP).

PARTICIPAÇÕES

Foram convidados ao debate sobre os problemas enfrentados pela instituição, o diretor do Campus XVIII, professor Wilson Araújo, representantes do corpo docente e discente da própria universidade, prefeitos e presidentes de Câmaras dos municípios da Costa do Descobrimento, promotores de justiça, secretários municipais, deputados estaduais, representações sindicais, imprensa e várias associações e instituições da sociedade civil.

Para o diretor do DCHT-Campus XVIII, professor Wilson Araújo, “é preciso destacar o papel importante da universidade no desenvolvimento econômico e intelectual da região, uma vez que além de formar mão de obra especializada para a educação e o turismo da Costa do Descobrimento, grande parte do montante investido nos programas da instituição e dos recursos adicionais dos próprios alunos aquecem o comércio de Eunápolis, através dos contratos de aluguel de imóveis e da compra de vários serviços”.

DOCUMENTO

Por fim, o presidente Jorge Maécio afirmou que a Câmara de Vereadores de Eunápolis vai entregar ao presidente da Assembleia Legislativa da Bahia e ao governador do Estado um documento assinado por todos os parlamentares e representantes das instituições regionais para reivindicar a construção da sede própria da UNEB na cidade.

“Vamos convocar a própria universidade, a Câmara de Vereadores e a sociedade civil organizada para cobrar do governador do estado, compromisso com a UNEB”, finalizou Maécio.

Instalada há 20 anos na cidade, o DCHT-Campus XVIII funciona de forma precária em antigas instalações do escritório da Veracel S/A, no Bairro Stela Reis, cedido por meio de comodato.

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Giro pelo Mundo

Após briga, homem é suspeito de decapitar vítima e andar pela rua com sua cabeça

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Redação VN
redacao@varelanoticias.com.br

Um homem que foi decapitado na cidade de Frutal, na região do Triângulo Mineiro, a 628 km de Belo Horizonte.
O suspeito de cometer o crime, teria caminhado pela rua até a casa de uma tia com a cabeça da vítima.

O caso ocorreu durante a comemoração de aniversário de 45 anos da vítima. O suspeito, de 20 anos, foi apontado como o possível autor do assassinato. Os dois teriam se desentendido durante a festa.

Segundo informações da Polícia Militar, o corpo do homem foi deixado na calçada de um pátio da prefeitura. Em seguida, o suspeito teria ido até a casa de uma tia, carregando a cabeça da vítima.

No local, o jovem teria tentado tirar a própria vida, porém, ele foi socorrido e encaminhado para o Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triangulo Mineiro, onde está sob escolta policial.

A Polícia Civil está investigando a motivação do crime. A vítima foi enterrada no último domingo (1°).

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Voo inaugural de Teixeira de Freitas para Salvador reúne autoridades

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Nesta segunda-feira (2) foi realizado o voo inaugural de Teixeira de Freitas para Salvador. O voo direto foi comemorado pelas autoridades que acompanharam o momento no Aeroporto de Teixeira de Freitas. Antes do voo, houve ainda a solenidade de batismo com o caminhão do Corpo de Bombeiros.

O prefeito Temóteo Brito celebrou a conquista. “Esta é uma grande luta, pois sabemos do potencial do nosso município e lutamos para que ele ganhe ainda mais representatividade, ter esse voo direto para a capital da Bahia é aumentar as possibilidades para nossa cidade”.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Turismo, Flávio Guimarães, destacou a conquista. “Isso é importante é para o desenvolvimento de nossa cidade, temos que ter opções de voos para nossos moradores e para que os investidores tenham mais facilidade de chegar, estamos agradecidos por esse momento”.

Para o presidente da Associação de Prefeitos do Extremo Sul da Bahia (APES), Léo Brito, esta  é uma conquista de todo extremo sul. “Hoje como representante da APES e dos municípios da região ressalto a importância para todos pois sabemos das dificuldades que enfrentamos por anos de deslocamento”.

Entre os passageiros que embarcaram neste voo, a professora Josinéia Cristal. “Nós aguardávamos isto há muito tempo, eu creio que quem ganha é nosso município, por receber mais espaço até para ter visibilidade para o mundo, Teixeira merece essa conquista”. (Da redação TH)

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Delator preso pela Lava Jato diz ter lavado dinheiro para Grupo Silvio Santos

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Preso e depois delator da Lava Jato, o operador financeiro Adir Assad afirma que lavou milhões de reais para o Grupo Silvio Santos por meio de contratos fraudados de patrocínio esportivo.

As afirmações estão em anexos de seu acordo de colaboração premiada firmado com integrantes da Operação Lava Jato.

Depoimentos do operador foram compartilhados entre procuradores do Ministério Público Federal no aplicativo Telegram. O conteúdo dessas conversas, obtido pelo The Intercept Brasil, foi analisado pela Folha e pelo site.

Nos relatos compartilhados, Assad não menciona especificamente o apresentador e empresário Silvio Santos, mas aponta como um dos contatos no grupo o sobrinho dele Daniel Abravanel e o uso da empresa que comercializa a Tele Sena.

O esquema funcionou em duas épocas distintas, segundo disse Assad ainda na época em que negociava a sua delação.

No fim dos anos 1990, o operador diz ter firmado contratos superfaturados de patrocínio entre suas empresas e pilotos da Fórmula Indy e da categoria Indy Lights. Naquela época, disse, ele se relacionava com Guilherme Stoliar, que hoje é presidente do Grupo Silvio Santos.

Assad contou que o SBT tinha necessidade à época de fazer um caixa paralelo, mas não sabe dizer com qual finalidade —se para remunerar bônus a executivos ou se para pagar propina no setor público.

Essa operação, estimou ele, movimentou R$ 10 milhões naquele período. Os pilotos patrocinados, contou, “apenas viabilizavam espaços de publicidade” e não sabiam das irregularidades nas transações. Entre os pilotos mencionados no relato do delator estão Helio Castroneves e Tony Kanaan.

O irmão de Assad, Samir, que trabalhava com ele e também virou delator, fez relato corroborando a história.

Na segunda fase, a partir de meados dos anos 2000, Assad diz ter feito contratos de imagem e de patrocínio na Fórmula Truck. Afirma que transferia aos esportistas uma pequena parte dos valores contratados e devolvia ao SBT o restante do dinheiro.

O depoimento aponta que a maior parte do dinheiro era devolvida em espécie a um diretor financeiro chamado Vilmar em um escritório do grupo, no centro de São Paulo.

A Liderança Capitalização, empresa responsável pela Tele Sena, pagou ao menos R$ 19 milhões para uma das firmas do operador, a Rock Star, de 2006 a 2011, diz documento elaborado na delação.

A Folha apurou que o diretor financeiro das empresas de Silvio Santos à época era Vilmar Bernardes da Costa.

Essa segunda fase, afirma Assad, começou após acerto feito com Daniel Abravanel e com o pai dele, Henrique Abravanel, irmão de Silvio.

O relato com acusações ao grupo dono do SBT, segundo a Folha apurou, foi incluído na versão final do acordo de colaboração do operador, firmado em 2017 e homologado na Justiça.

O capítulo que trata do grupo Silvio Santos seria enviado para a Justiça Federal de São Paulo, a quem cabe, eventualmente, autorizar medidas de investigação sobre o assunto. Detalhes do caso e da apuração permanecem sob sigilo até hoje.

O delator prometeu apresentar, como provas, registros da movimentação financeira de suas empresas e emails trocados à época.

O modelo de lavagem por meio do automobilismo é o mesmo relatado por diversos delatores da Lava Jato desde 2014, como empreiteiros da UTC e Carioca Engenharia que acusavam Assad de operar dessa maneira.

Ao virar delator, o operador admitiu irregularidades e, em relatos já tornados públicos, se definiu como um “gerador de caixa” para grandes empresas, principalmente empreiteiras.

Como regra, contou ele, entregava o dinheiro para seus contratantes sem saber o que cada um faria com os valores providenciados.

Na delação, aponta como uma das fontes de geração de dinheiro a atuação na categoria Stock Car, na qual chegou a ser sócio de uma escuderia.

Ele afirma que uma empresa sua, intermediária entre competidores e patrocinadores, comprava espaços de exposição de publicidade nos eventos e organizava ações promocionais nas corridas. As quantias declaradas nas notas fiscais, porém, eram muito superiores aos valores de fato dos patrocínios.

Sem se referir especificamente ao caso do Grupo Silvio Santos, Assad disse que, do valor cobrado dos patrocinadores, descontava cerca de 10%, que equivaliam à efetiva prestação do serviço. Outros 10% eram sua comissão pela sua atuação e cerca de 80% eram sacados e devolvidos a grandes empresas.

Assim, empreiteiras expuseram suas marcas por anos na competição automobilística, apesar de não costumarem fazer gastos expressivos com publicidade fora dali.

As atividades de Assad sofreram um baque em 2012, quando virou personagem da CPI que investigou os negócios do bicheiro Carlinhos Cachoeira. Na Lava Jato, ele foi preso em 2015.

Assad já foi condenado em quatro ações no Paraná e no Rio por crimes como lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Seu acordo de colaboração previa o pagamento de multa de R$ 50 milhões, juntamente com o irmão Samir e com um auxiliar. Ele deixou a cadeia em outubro do ano passado, depois de três anos detido, e hoje é obrigado a ficar em casa à noite e nos fins de semana.
OUTRO LADO

Procurados pela reportagem, o SBT e o Grupo Silvio Santos afirmaram, em uma nota, que, “por desconhecerem o teor da delação” de Adir Assad, não podem se manifestar a respeito.

“Aproveitamos para enfatizar que as empresas do GSS sempre pautaram suas condutas pelas melhores práticas de governança e dentro dos estritos princípios legais.”

A reportagem também procurou a defesa de Vilmar Bernardes da Costa, que afirmou que não pode se manifestar “sobre suposta delação sobre a qual não tem qualquer informação oficial”.

Ele também disse que sempre pautou sua “conduta profissional pelo estrito cumprimento de seus deveres éticos e legais”.

Os advogados de Adir Assad não comentam os termos do acordo de colaboração do operador.

Helio Castroneves, por meio de sua assessoria, disse apenas que não conhece Assad e que nunca teve qualquer negócio com o delator.

A Folha procurou também a assessoria de Tony Kanaan e deixou recados, mas não obteve manifestação sobre o assunto. (Folhapress e The Intercept Brasil)

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